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Notícias FSPO Instituto Nacional de Aviação Civil fez chegar, na sexta-feira, às últimas horas do dia, a resposta às dúvidas colocadas pela Administração Aeroportuária da Madeira, acerca da desinsectização das aeronaves, como forma de prevenção do risco de exportação de “Aedes aegipty”.
Duarte Ferreira, presidente da comissão directiva dos Aeroportos da Madeira, sublinhou que logo que recebeu os esclarecimentos por ele solicitados ao INAC, enviou-os, junto com os despachos da Direcção Geral de Saúde, para as diferentes operadoras de handling que trabalham junto das companhias.
O nosso interlocutor lembra que a medida se destina apenas aos voos que saem da Madeira e apenas nos casos das companhias que operam entre a Região e aeroporto nacionais, ou seja a TAP, a SATA, a “easyJet” e a “Portway” (esta última responsável pelo avião cargueiro). E ainda dos voos que partam de zonas endémicas (como é o caso do Brasil, entre outros) e onde ocorram fenómenos de dengue. O mesmo se aplica aos navios.
No mesmo dia, a TAP, segundo um porta-voz da companhia, começou a aplicar as medidas já na sexta-feira. A EASA”EasyJet” começa hoje a fazer a desinsectização e a “Portway” amanhã. Quanto à Sata, não nos foi possível apurar se estava já a executar a operação ou quando irá iniciar a mesma.
Em despacho publicado na sexta-feira, a Direcção Geral de Saúde realça que, como forma de «prevenção do risco de exportação de Aedes aegypti a partir da Madeira, é obrigatória a desinsectização das aeronaves à saída da RAM para o território português».
Essa acção far-se-á «utilizando produtos com d-fenotrina (d-phenothrin) em spray, usado na concentração de 0,3% e na proporção de 100 mililitros de produto por 250 metros cúbicos de área a tratar». «No cockpit, e na cabine, após o encerramento das portas, ao longo de todas as coxias, na direcção do tecto e do chão; no porão, imediatamente antes do seu encerramento, em todas as direcções» — salienta a nota
Ao nível dos navios, a DGS advoga a «adopção de medidas que impeçam a acumulação de pequenas quantidades de água doce (p.ex. bidões, latas e garrafas, pratos de vasos de plantas, poças de água, baldes, etc.) com o objectivo de eliminar os criadouros de larvas a bordo dos navios». A implementação destas medidas será assegurada através do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos;
A definição de uma estratégia de avaliação do cumprimento das medidas preconizadas será definida na Região Autónoma da Madeira, entre as autoridades de saúde e as autoridades portuárias.
As autoridades de saúde dos portos no território nacional podem, caso entendam necessário, e de acordo com o previsto no Regulamento Sanitário Internacional, determinar medidas de vigilância e controlo à chegada dos navios provenientes de regiões endémicas.

Medidas adequadas

A Direcção-Geral da Saúde considera, na sua portaria, que as actuações para controlo da população de Aedes aegipty até agora desenvolvidas na Região Autónoma da Madeira são as adequadas à situação actual.
A Direcção-Geral da Saúde advoga que as medidas, anteriormente divulgadas, de educação ao público referentes a precauções individuais para prevenção da picada, e a viagens para zonas endémicas são as adequadas à situação actual.
A Direcção-Geral da Saúde considera ainda que as recomendações/protocolo emanados pela Região Autónoma da Madeira para actuação perante casos prováveis, provenientes de zonas endémicas são as mais correctas e adequadas para a Região.
As medidas adicionais agora propostas de actuação a nível de aeronaves e navios à saída da RAM, inserem-se num objectivo mais global de evitar a exportação do vector. As medidas propostas para todo o território nacional inserem-se no objectivo global de evitar a introdução de vectores infectados provenientes de regiões endémicas, tendo em vista a não ocorrência de casos de doença no nosso país.

Fonte: jornal da madeira



Enviado por fap22 , Nov 03, 2008 4:41 pm GMT (59 leituras)
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