Air Macau, participada da TAP, corre risco de encerrar devid

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fap22
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Air Macau, participada da TAP, corre risco de encerrar devid

Mensagem por fap22 »

A Air Macau, participada da TAP Portugal, corre o risco de encerrar devido aos prejuízos acumulados superiores a metade do capital social da empresa, noticia hoje o diário Macau Daily Times.

De acordo com o diário, os prejuízos acumulados nos primeiros seis meses do ano superam os 200 milhões de patacas (16 milhões de euros) aos quais se juntam outros 220 milhões de patacas (17,6 milhões de euros) de perdas de exercícios anteriores.

Com o prejuízo do exercício superior a metade do capital social, a Air Macau tem agora de realizar uma Assembleia Geral para decidir o futuro da companhia, que pode vir a ser dissolvida.

De acordo com o artigo 206 do Código Comercial de Macau, quando se "verifique que a situação líquida da sociedade é inferior a metade do valor do capital social (o órgão da administração) deve propor (...) que a sociedade seja dissolvida ou o capital seja reduzido, a não ser que os sócios realizem, nos 60 dias seguintes à deliberação que da proposta resultar, quantias em dinheiro que reintegrem o património em medida igual ao valor do capital social”.

Numa carta enviada aos accionistas, publicada no Macau Daily Times, o presidente Zhao Xiaohang lamenta a situação da empresa, justifica os resultados com o aumento do custo dos combustíveis, e pede a realização urgente de uma Assembleia Geral para resolver a situação.

Fonte do sector explicou à Agência Lusa que as perdas da Air Macau derivam de “má gestão”, na medida em que a “taxa de ocupação nos primeiros sete dias de Julho se situa nos 70 por cento para todas as linhas e em 88,3 por cento nos voos para Taiwan, que constituem 60 por cento das rotas”.

“Se as outras companhias com taxas mais baixas de ocupação conseguem lucros, não se percebe porque a Air Macau não consegue melhores resultados”, disse a fonte.

No entanto, um accionista minoritário reafirmou à Lusa que, no quadro dos actuais custos da companhia, a taxa de ocupação não deveria ser inferior a 80 por cento, “pelo menos para não ter prejuízo”.

Com elevadas perdas, a Air Macau vive momentos difíceis que só o entendimento entre os accionistas pode resolver, mas até essa via se tem complicado nos últimos anos devido aos resultados negativos e à “ausência de respostas dos sócios maioritários apesar das reivindicações dos restantes proprietários da companhia”.

“Com 51 por cento do capital nas mãos da China National Aviation Corporation - integrada na holding gerida pela Air China - os pequenos accionistas contestam as opções da empresa e sublinham que as perdas resultam de má gestão pelo que será muito difícil pedir que injectem dinheiro”, acrescentou a fonte.

A Agência Lusa tentou contactar a companhia, mas nenhum dirigente se manifestou disponível para comentar a situação.

Desde 2005 que a Air Macau tem vindo a acumular prejuízos e 2007 foi o segundo ano de maiores perdas depois do resultado negativo de 150 milhões de patacas de 2003, o ano marcado pela pneumonia atípica.

Em 2005, a Air Macau registou um resultado negativo de 20 milhões de patacas e em 2006 de 62 milhões de patacas.

O capital da Air Macau é ainda constituído pela SEAP - Serviços, Administração e Participações, que integra a TAP Portugal e o BNU (20 por cento), a Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (14 por cento), e, depois em partes iguais de cinco por cento o Governo da Região Administrativa Especial de Macau, transportadora de Taiwan Eva Air e um grupo de pequenos accionistas privados.



JCS.

Lusa/fim