DICA - Tipos de Nuvens

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Tiger99
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DICA - Tipos de Nuvens

Mensagem por Tiger99 »

Boas,
Aqui venho deixar alguma infrmação sobre as nuvens e os tipos de nuvens, isto surgiu a proposito do ultimo aciednte e das tempestades e do tipo de nuvens , e tambem porque e importante saber um pouco mais sobre o que no ar nos rodeia, esta informação vem toda do site http://www.wikipedia.com e uma assimilação de varias pags, do wikipedia e de varios assuntos, espero ter sido util ( peço desculpa se ha erros ortograficos , tentei corrigir alguns mas e muita informação ) :wink:

Definições:

Nuvem é um conjunto visível de partículas diminutas de gelo ou água em seu estado líquido ou ainda de ambos ao mesmo tempo (mistas), que se encontram em suspensão na atmosfera, após terem se condensado ou liquefeito em virtude de fenômenos atmosféricos. A nuvem pode também conter partículas de água líquida ou de gelo em maiores dimensões e partículas procedentes, por exemplo, de vapores industriais, de fumaças ou de poeiras.
As nuvens apresentam diversas formas, que variam dependendo essencialmente da natureza, dimensões, número e distribuição espacial das partículas que a constituem e das correntes de ventos atmosféricos. A forma e cor da nuvem depende da intensidade e da cor da luz que a nuvem recebe, bem como das posições relativas ocupadas pelo observador e da fonte de luz (sol, lua, raios) em relação à nuvem.

Constituição das nuvens:

As nuvens são constituídas por gotículas de água condensada, oriunda da evaporação da água na superfície do planeta, ou cristais de gelo que se formam em torno de núcleos microscópicos, geralmente de poeira suspensa na atmosfera.
Após formadas, as nuvens podem ser transportadas pelo vento, tanto no sentido ascendente quanto descendente. Quando a nuvem é forçada a se elevar ocorre um resfriamento e as gotículas de água podem ser total ou parcialmente congeladas. Quando os ventos forçam a nuvem para baixo ela pode se dissipar pela evaporação das gotículas de água. A constituição da nuvem depende, então, de sua temperatura e altitude, podendo ser constituídas por gotículas de água e cristais de gelo ou, exclusivamente, por cristais de gelo em suspensão no ar húmido.

Formação de nuvens:

As nuvens formam-se a partir da condensação do vapor de água existente em ar húmido na atmosfera. A condensação inicia-se quando mais moléculas de vapor de água são adicionadas ao ar já saturado ou quando a sua temperatura diminui. É o arrefecimento de ar húmido que se eleva na atmosfera que dá origem à formação de nuvens. A elevação do ar é um processo chave na produção de nuvens que pode ser produzido por convecção, por convergência de ar, por elevação topográfica ou por levantamento frontal.

Existem nuvens formadas devido ao resfriamento do ar húmido que faz com que a água se condense, outras devido à subida e expansão do ar, quando ele sobe para níveis onde a pressão atmosférica é progressivamente menor e se expande, consumindo energia que é absorvida do calor contido no próprio ar, fazendo com que a temperatura diminua. Este fenómeno é conhecido por resfriamento adiabático. A condensação e congelamento ocorrem em torno de núcleos de condensação microscópicos, como partículas de poeira, processos que resultam no resfriamento adiabático, seguido pela criação de uma corrente de ar ascendente.
Uma vez formada, a nuvem poderá evoluir, crescendo ou se dissipando. A dissipação da nuvem é resultado da evaporação das gotículas de água, que a compõem, em razão de um aumento de temperatura em virtude da mistura do ar no qual ela está contida com outra massa de ar mais aquecida, o que é conhecido como aquecimento adiabático, ou pela mistura com uma massa de ar seco.
Em outras ocasiões uma nuvem pode surgir quando uma certa massa de ar é forçada a deslocar-se para cima acompanhando o relevo do terreno. Essas nuvens , conhecidas como "nuvens de origem orográfica", também ocorrem em virtude da condensação do vapor de água pelo resfriamento adiabático do ar.
Quando uma porção de ar se eleva, expande-se. E essa expansão é adiabática e resulta numa perda de energia que faz com que a sua temperatura baixe de cerca de 9,8 °C por cada quilómetro de elevação.
Quando uma bolha de ar sobe, passa de uma altitude em que a pressão atmosférica é maior para outra em que ela é menor. Como a pressão exterior diminui, a bolha de ar expande-se, aumentando o seu volume. Como o ar é um bom isolante térmico podemos considerar que toda a energia dispendida para a expansão ("empurrando o ar ambiente à sua volta") vem das moléculas dentro da própria bolha de ar, ou seja, que a expansão é um processo adiabático. Podemos ignorar as fugas para o exterior e considerar que o ar se esfria apenas por descompressão: a temperatura diminui, se reduz a pressão e vice versa. As moléculas de ar perderão alguma energia cinética e o ar arrefecerá. A taxa de arrefecimento é aproximadamente constante: cerca de 9,8 °C/km para ar seco (não saturado). Quando o ar desce, é comprimido e aquece também segundo a mesma taxa (9,8 °C/km).
O arrefecimento do ar traduz o fato de que a velocidade média das suas moléculas diminui, aumentando a probabilidade de que as moléculas livres de vapor se liguem a moléculas vizinhas, passando ao estado líquido por condensação. Isso leva à diminuição do valor máximo de vapor que pode estar presente no ar, ou seja, provoca um aumento da sua umidade relativa. Se a temperatura desce até ao chamado ponto de orvalho, a densidade de vapor é a máxima, igual à de saturação. A partir desse momento qualquer arrefecimento resultará em que o vapor em excesso tenha que ser removido por condensação, formando-se gotículas de água que podem formar nuvens.
A condensação do vapor começa a ocorrer na base da nuvem, a que, por isso, se chama «o nível de condensação». Se a temperatura de ponto de orvalho é negativa (nesse caso, chama-se-lhe também o ponto de geada), o vapor pode passar directamente ao estado sólido sob a forma de cristais de gelo, por sublimação. Quando uma molécula livre se liga às vizinhas, perde energia cinética que é libertada para o ambiente sob a forma de calor latente (cerca de 600 calorias por cada grama de vapor de água condensada). As nuvens formam-se a partir da condensação do vapor de água existente em ar úmido na atmosfera. A condensação inicia-se quando mais moléculas de vapor de água são adicionadas ao ar já saturado ou quando a sua temperatura diminui.

Classificação:

Quanto ao aspecto:

Estratiformes - nuvens de desenvolvimento horizontal, cobrindo grande área; apresentam pouca espessura; dão origem a precipitação de carácter leve e contínuo.
Cumuliformes - nuvens de desenvolvimento vertical, em grande extensão; surgem isoladas; dão origem a precipitação forte, em pancadas e localizadas.
Cirriformes - nuvens de desenvolvimento horizontal. São fibrosas, de aspecto frágil e ocupam as altas atmosferas. São formadas por cristais de gelo minúsculos e não dão origem a precipitação.

Quanto à constituição:

Sólidas - Podendo conter gelo até mesmo de tamanho elevado, chegando a pesar 1 tonelada, se em nuvens chamadas de negras ou tremulas.
Líquidas - constituídas basicamente por gotículas de água.
Mistas - constituídas tanto por gotículas de água quanto cristais de gelo.

Quanto ao estágio :

De acordo com o Atlas Internacional de Nuvens da OMM (Organização Meteorológica Mundial) existem três estágios ou grupo de alturas de nuvens:
Altas - base acima de 6 km de altura - constituídas por nuvens sólidas.
Médias - base entre 2 a 4 km de altura nos pólos, entre 2 a 7 km em latitudes médias, e entre 2 a 8 km no equador - podendo ser nuvens líquidas ou mistas.
Baixas - base até 2 km de altura - constituídas de nuvens líquidas.

Tipos de nuvens:

Cirrus (Ci): aspecto delicado, sedoso ou fibroso, cor branca brilhante. Ficam a 8 mil metros de altitude, numa temperatura a 0°C. Por isso são constituídas de microscópicos cristais de gelo.
Cirrocumulus (Cc): delgadas, agrupam-se num padrão regular. São compostas de elementos extremamente pequenos e em forma de grãos e rugas. Servem para indicar a base de corrente de jacto e turbulência.
Cirrostratus (Cs): em forma de um véu quase transparente, fino e esbranquiçado, que não oculta o sol ou a lua, e por isso dão origem ao fenómeno de halo (fotometeoro). Se localizam logo abaixo dos Cirros e também são formados por cristais de gelo.
Altostratus (As): camadas cinzentas ou azuladas, muitas vezes associadas a altocumulus; são compostas de gotículas super esfriadas e cristais de gelo; não formam halo pois encobrem o sol de modo a "filtrar" sua luz; dão origem à precipitação leve e
Altocumulus (Ac): lençol ou camada de nuvens brancas ou cinzentas, tendo geralmente sombras próprias. Constituem o chamado "céu encarneirado
Stratus (St): muito baixas, em camadas uniformes e suaves, cor cinza; coladas à superfície é o nevoeiro; apresenta topo uniforme (ar estável) e produz chuvisco (garoa). Quando se apresentam fraccionadas são chamadas fractostratus (Fs).
Stratocumulus (Sc): lençol contínuo ou descontínuo, de cor cinza ou esbranquiçada, tendo sempre partes escuras. Quando em voo, há turbulência dentro da nuvem.
Nimbostratus (Ns): aspecto amorfo, base difusa e baixa, muito espessa, escura ou cinzenta; produz precipitação intermitente e mais ou menos intensa.
Cumulus (Cu): contornos bem definidos, assemelham-se a couve -flor; máxima frequência sobre a terra de dia e sobre a água de noite. Podem ser orográficas ou térmicas (convectivas); apresentam precipitação em forma de pancadas; correntes convectivas. Quando se apresentam fraccionadas são chamadas fractocumulus (Fc). As muito desenvolvidas são chamadas cumulus congestus. É sinal de bom tempo.
Cumulonimbus (Cb): nuvem de trovoada; base entre 700 e 1.500 m, com topos chegando a 24 e 35 km de altura, sendo a média entre 9 e 12 km; são formadas por gotas d'água, cristais de gelo, gotas super esfriadas, flocos de neve e granizo. Se apresentarem forma de bigorna, são Cumulonimbus Incus: o topo apresenta expansão horizontal devido aos ventos superiores, lembrando a forma de uma bigorna de ferreiro, e é formado por cristais de gelo, sendo nuvens do tipo Cirrostratus (Cs).

Mais aprofundadamente:

Cirrus (Ci):Os Cirrus são nuvens que se formam na alta troposfera, tipicamente a uns 8 mil metros de altitude, numa temperatura ambiente inferior a 0°C. São por isso constituídas por microscópicos cristais de gelo, que devido à acção dos ventos de grande altitude ficam com a aparência de novelos muito finos de cabelo branco («cirrus» em latim significa exactamente «cachos de cabelo»). Têm um aspecto delicado, sedoso ou fibroso, de cor branca brilhante.

Os cirrus estão associadas a tempo agradável e a sua direcção indica a direcção do movimento do ar a grande altitude. Formam-se em massas de ar estável, quando a humidade e a temperatura são relativamente baixas. Podem estar associados à presença de chuviscos.

Cirrocumulus (Cc): Cirrocumulus são delgadas, compostas de elementos muito pequenos em forma de grânulos e rugas. Indicam base de corrente de jato e turbulência. Com altitude de 6.000 a 12.000 metros.
Os cirrocumulus são cirrus com algum desenvolvimento vertical. São nuvens muito finas, com uma textura regular (com um efeito ondulado com a aparência de escamas de peixe) formada por elementos pequenos (de largura aparente menor de 1º) com a forma de pontos, retalhos ou camadas.
Formam-se em massas de ar com alguma instabilidade, quando a humidade e a temperatura são relativamente baixas. Confundem-se, por vezes, com os altocumulus mas distinguem-se deles porque têm uma massa individual menor e não têm sombras, mostrando que estão a altitudes muito elevadas. É o tipo de nuvem menos comum e forma-se geralmente a partir de cirrus ou cirrostratus.


Cirrostratus (Cs): Os cirrostratus são nuvens com a aparência de um véu muito fino, esbranquiçado e transparente, de algumas centenas de metros de espessura, que pode chegar a cobrir o céu todo. Desenvolvem-se a partir dos cirrus e também são formados por cristais de gelo.

Formam-se em massas de ar estável, quando a humidade é baixa e a temperatura é relativamente elevada. Quando são seguidos de nuvens médias, anunciam muitas vezes, com 1 ou 2 dias de antecedência, uma tempestade que se aproxima. Por vezes são quase imperceptíveis e revelam-se apenas por um halo (fotometeoro) em volta da Lua ou do Sol, resultante da refracção da luz nos cristais de gelo.

O halo mais comum de se observar é um anel de luz a 22º da Lua ou do Sol que se deve a duas refracções consecutivas da luz ao entrar e ao sair dos cristais hexagonais de gelo com diâmetros inferiores a 20,5 mícron (o ângulo do halo depende do diâmetro dos cristais).

Altostratus (As): Altostratus são camadas cinzentas ou azuladas, muitas vezes associadas a Altocumulus; compostas de gotículas superesfriadas e cristais de gelo; não formam halo, encobrem o sol; precipitação leve e contínua.

Os altostratus são nuvens compostas por gotículas de água e, às vezes, por cristais de gelo. Formam camadas cinzentas ou azuladas e monótonas, como um véu ou lençol fibroso estendido sobre uma área imensa, muitas vezes obscurecendo o Sol ou a Lua. Em algumas partes podem ser tão finas que o Sol se vê como através de um vidro fosco. Mas não se observam halos (como nos cirrostratus).

Formam-se em massas de ar estável, quando a humidade é moderada e a temperatura é relativamente alta. Anunciam frequentemente a chegada de uma frente quente e podem ser acompanhadas de alguns chuviscos ou queda de neve.

Por vezes, as nuvens cirrostratus mais grossas são tomadas por altostratus. Mas os cirrostratus são em geral suficientemente translúcidos para permitem a penetração da luz do Sol ou da Lua. E os altostratus não produzem o efeito de halo, observado nos cirrostratus.

Altocumulus (Ac):Altocumulus são lençóis ou camadas de nuvens brancas ou cinzentas, tendo geralmente sombras próprias. Constituem o chamado "céu encarneirado". Com altitude entre 2.400 e 6000 metros.

Os Altocumulus são geralmente compostos apenas por gotículas de água e são nuvens em bandas paralelas ou em massas redondas distintas, formadas normalmente por convecção e que geralmente indicam uma frente fria que se aproxima.

Formam-se em massas de ar com alguma instabilidade, quando a humidade é moderada e a temperatura é relativamente alta. Parecem-se com Stratocumulus mas estão a maior altitude e têm células menores (com larguras entre 1º e 5º). O facto de se verem algumas sombras nelas mostra que elas não são, no entanto, nuvens altas (altitude > 6000m). Em manhãs húmidas e quentes de verão são normalmente um indício de trovoada durante o dia

Stratus (St): Stratus são nuvens muito baixas (0 a 1000m) de aspecto estratificado que cobrem largas faixas horizontais do céu, como um tapete com uma cor cinzenta mais ou menos uniforme. Por vezes estão na superfície como um nevoeiro. Quando se apresentam fracionadas são chamadas fractostratus (FS).

«Stratu» em latim significa «camada» ou «estrato». Formam-se sobretudo na baixa troposfera, em ar estável, e estão associadas a precipitação fraca ou moderada. Desde que a temperatura ambiente não seja demasiado baixa, são compostos por gotículas de água.

Formam uma camada inteiramente cinzenta com uma base bastante uniforme da qual pode cair uma chuva miudinha ou grãos de neve (por vezes, cai precipitação mais forte que se deve à existência de outras nuvens por cima da camada de stratus.) Formam-se em massas de ar estável, quando a humidade é baixa e a temperatura é relativamente alta. Parece um nevoeiro que não chega ao solo e, de facto, surge por vezes quando o nevoeiro «levanta». Se o Sol é visível, o seu contorno está bem definido, podendo observar-se um halo em sua volta (ver cirrostratus) se as temperaturas forem suficientemente baixas.

Stratocumulus (Sc):Stratocumulus são nuvens baixas com massas arredondadas e cilíndricas com o topo e a base relativamente planos (entremeadas de partes em que o céu é visível). Podem ser brancas ou acinzentadas, dependendo do tamanho das gotículas de água e da quantidade de luz solar que as atravessa. Quando em vôo, há turbulência dentro da nuvem.


Formam-se em massas de ar com alguma instabilidade, quando a umidade é moderada e a temperatura é relativamente baixa, e podem eventualmente ser acompanhadas por alguma precipitação de fraca intensidade, com abertas. São formadas por mosaicos de bandas paralelas ou massas redondas, geralmente com mais de 5º de largura aparente. Os Stratocumulus correspondem a uma situação estável fora da nuvem (característica dos stratus) e instável dentro da mesma (característica dos cumulus). Formam-se por vezes à tardinha a partir de cumulus, quando o movimento convectivo pára.

Nimbostratus (Ns):Nimbostratus são nuvens com aspecto amorfo, base difusa e baixa, muito espessa, escura ou cinzenta; produz precipitação intermitente e mais ou menos intensa.

São nuvens densas com a forma de camadas cinzentas, normalmente escuras e ocultando totalmente o Sol, acompanhadas de precipitação (nimbus em latim significa «chuva»).

Formam-se em massas de ar com alguma instabilidade, quando a humidade é moderada ou alta e a temperatura é relativamente elevada, e estão normalmente associadas a frentes quentes ou oclusas. A evaporação da água da chuva torna normalmente a visibilidade baixa, podendo-se formar uma camada inferior de nuvens ou de nevoeiro por debaixo dos nimbostratus, se o ar ficar saturado.

Cumulus (Cu):Os cumulus são nuvens densas que se formam em ar instável e sobretudo na baixa troposfera e que surgem em blocos ou glóbulos isolados ou agrupados. Quando crescem verticalmente em pilha («cumulus», em latim) até grandes altitudes assinalam trovoadas e tempestades.


Os cumulus humilis (cumulus de bom tempo) parecem bocados densos de algodão a flutuar e têm uma base plana (mais escura) e contornos bem definidos que se vão tornando menos definidos à medida que envelhecem e ficam mais erodidas. As partes iluminadas pelo Sol têm uma cor branca brilhante. Formam-se em massas de ar com alguma instabilidade, quando a humidade é relativamente baixa e a temperatura é relativamente elevada. Surgem muitas vezes em dias céu limpo, quando o aquecimento desigual da superfície da Terra faz com que bolhas de ar flutuantes ascendam por convecção acima do nível de ponto de orvalho, dando-se a condensação de gotículas. As bases planas das nuvens definem o nível de ponto de orvalho e os seus topos o limite do ar ascendente. O crescimento vertical é pequeno e raramente há precipitação. Nas suas fronteiras, arrefecem o ar circundante que se torna assim mais pesado e desce em roda da nuvem.

Normalmente não duram mais do que de uns 5 a 40 minutos mas, se o ar se torna mais instável e húmido e a convecção aumenta (por aquecimento adicional da superfície, por elevação orográfica ou pela chegada de uma frente fria), podem crescer verticalmente ao longo de um dia (até uns 6000 metros) transformando-se em grandes nuvens isoladas formando montes, cúpulas ou torres com o topo com o aspecto de uma couve-flor. Passam então a ser chamados de cumulus congestus e estão normalmente associados a cargas de água. Se um cumulus congestus continuar a crescer verticalmente, transforma-se num cumulonimbus, a «nuvem dos temporais».

Podem ser orográficas ou térmicas (convectivas); apresentam precipitação em forma de pancadas; correntes convectivas. Quando se apresentam fraccionadas são chamadas fractocumulus (FC).Máxima freqüencia sobre a terra de dia e sobre a água de noite.

Cumulonimbus (Cb):Os cumulonimbus são nuvens convectivas de trovoada que se desenvolvem verticalmente até grandes altitudes, com a forma de montanhas, torres ou de gigantescas couve-flores. Têm uma base entre 300 e 1.500 metros e um topo que pode ir até 29 km de altitude podendo até ter quase 3 vezes a altura do monte Everest, sendo a média entre 9 e 12 km. O topo é caracterizado pela chamada "bigorna": uma expansão horizontal devida aos ventos superiores, lembrando a forma de uma bigorna de ferreiro. São formadas por gotas d'água, cristais de gelo, gotas superesfriadas, flocos de neve e granizo.


Os cumulonimbus são alimentados por fenómenos de convecção muito vigorosos (por vezes com ventos de mais de 50 nós). Na base, são formados por gotículas de água, mas nas zonas mais elevadas da "bigorna", são já formadas por cristais de gelo.

Podem estar associados a todas as formas de precipitação forte, incluindo grandes gotículas de chuva, neve ou granizo. Uma trovoada é basicamente uma nuvem cumulonimbus capaz de produzir ventos fortes e tempestuosos, raios, trovões e mesmo, por vezes, violentos tornados.

Vejam fotografias e esquemas aqui : http://pt.wikipedia.org/wiki/Nuvens

Tiger99