Acidente do aeródromo volta a tribunal
Classificação: 0 de 5 - voto(s)
Por fap22 às 16:48 08/02/2008
pais do condutor do automóvel envolvido na colisão com avioneta pediram reabertura processo
Está marcado para a próximo dia 9 de Abril, no Tribunal de Espinho, a realização do debate instrutório relativo ao processo das mortes no aeródromo de Paramos. A reabertura do processo tem por objectivo determinar se existiu ou não nexo de causalidade entre as condições da pista do aeródromo de Paramos e a colisão de uma avioneta e um automóvel ocorrida em 26 de Junho de 2005. O processo decorrente do acidente, inicialmente arquivado pelo Ministério Público e reaberto pelos pais do condutor do automóvel, Geoffrey Fernandes, tem como arguidos o presidente da Câmara de Espinho, José Mota, o vereador Manuel Rocha, que na altura do acidente era responsável pelo pelouro dos Transportes e Comunicações, o presidente do Aeroclube da Costa Verde, concessionário do aeródromo, Jorge Pinhal, e Luís Filipe Coimbra, actualmente administrador do INAC Instituto Nacional de Aviação Civil.
Segundo dados avançados pelo Jornal de Notícias da passada sexta-feira,
o debate instrutório estava previsto para a passada quinta-feira, 31 de Janeiro, mas foi adiado porque falta inquirir, a pedido dos assistentes, o comandante Francisco Martins, que, em 1998, terá feito um relatório acerca das condições da pista. Segundo a advogada de defesa, o comandante Francisco Martins terá nesse mesmo ano recusado fazer um curso de pilotagem no aeródromo de Paramos por considerar que a pista não dispunha de condições de segurança suficientes.
Recorde-se que o processo foi reaberto pela família de Geoffrey Fernandes, que argumentou que o caso denota indícios de crime por violação de cautelas e condições no local ou até mesmo de homicídio por negligência por conduta omissiva.
Segundo declarações prestadas ao JN, a família de uma das vítimas teme que o processo não tenha resolução devido à visibilidade pública dos nomes envolvidos no processo.